JOSÉ VICENTE FERREIRA SANTOS - PATRONO

JOSÉ VICENTE FERREIRA SANTOS É conhecido como o primeiro literato de Areia Branca. Compôs um hino para a cidade e escreveu em prosa e em versos a história do município, no início da década de 70. Ele, areia-branquense, do Povoado Manilha, nasceu em 17 de setembro de 1918, começando a trabalhar na roça desde cedo para ajudar sua mãe, devido à morte do seu pai. Quando ainda criança, ganhou uma flauta de bambu e, aos seis anos de idade, já tocava todas as músicas que ele conhecia. Na juventude já tocava todos os instrumentos de sopro, além de cavaquinho e violão, recebendo a fama de “Vicente do Cavaquinho”. Foi o segundo clarinetista da Filarmônica de Laranjeiras nos anos 50 e 60. Aos vinte anos de idade começou a escrever músicas e declamar poesias nas festas que aconteciam naquela época, em casa de amigos, passando a compô-las por gosto e diversão de todos, tornando-as inúmeras. Era sempre convidado para escrever discursos políticos, nas cidades onde morou, como por exemplo, em Cristinápolis, Laranjeiras e Areia Branca e também a pedido da população escrevia o Testamento de Judas, quando ainda era costume a queima do boneco no sábado de aleluia. Fez diversos cursos bíblicos e poesias sobre cidades. Dentre elas, Carira, Laranjeiras, Riachuelo, a história de Areia Branca e sobre o quarto centenário de São Paulo, no dia 25 de janeiro de 1954. Quando rapaz trabalhou nas Usinas de Açúcar, São José e Cafuz. Foi boiadeiro, carreiro, vaqueiro de engenho e feitor. Morou um tempo em São Paulo, onde trabalhou como estampador e cantor de rádio. Foi citado por Ademar de Barros, ex-governador de São Paulo, como um dos melhores escritores de livrinhos de cordel. Voltou a Sergipe para trabalhar na Fiscalização Estadual. Estudou contabilidade por correspondência no Instituto Universal Brasileiro. Morreu aos sessenta e nove anos, aposentado da Secretaria da Fazenda, no dia 10 de maio de 1988, deixando mulher e 13 filhos. Sendo que três filhas do primeiro casamento e dez do segundo, no qual viveu com dona Eulina Silva Santos por quase 30 anos e com quem se casou após ficar viúvo do primeiro matrimônio. A escolha de seu nome para ser patrono desse projeto expressa o reconhecimento daquele que primeiramente se preocupou com o resgate da história do nosso município areia-branquense, por via oral e escrita, mantendo íntima relação com a literatura, com a música e com a nossa própria história.

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